A Grécia adotou medidas rigorosas para conter um surto de febre aftosa na ilha de Lesbos, com o objetivo de impedir que a doença se espalhe para o continente e outras regiões da Europa.

O primeiro caso foi registrado em 15 de março, quando as autoridades locais decretaram confinamento imediato na ilha.

A febre aftosa é altamente transmissível entre bovinos, suínos, ovinos e caprinos, embora não represente risco à saúde humana.

O vírus voltou a circular na União Europeia em 2025, após um surto na Alemanha — o primeiro desde 2011. Apesar de controlado naquele país, novos focos surgiram recentemente na Grécia e em Chipre.

Na ilha de Lesbos, o surto já levou ao abate de cerca de 8 mil ovelhas e cabras, em uma tentativa de conter a disseminação.

Segundo representantes do setor local, os impactos econômicos são significativos. A cadeia de carne e leite responde por cerca de 80% da economia da ilha, e as perdas já ultrapassam 7 milhões de euros.

Fontes do Ministério da Agricultura grego afirmam que a prioridade é impedir que o vírus ultrapasse os limites da ilha. “A doença não pode sair da ilha. Se chegar ao continente, será um cenário catastrófico para a pecuária”, indicaram autoridades à imprensa europeia.