O consumo doméstico de DDG tem potencial para saltar dos atuais 4,25 milhões de toneladas para 10,8 milhões em 2030, assinalou o líder da Área de Pecuária da DATAGRO, João Otávio Figueiredo, nesta quinta-feira (16), na 3ª edição da Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, em Cuiabá (MT). Proveniente das sobras do milho que é usado para fabricação de etanol, o DDG (Grãos Secos de Destilaria) apresenta elevado valor proteico sendo cada vez mais usado como insumo pela indústria de alimentação animal para fabricação de ração. No Brasil, o DDG vem sendo utilizado, sobretudo na dieta de bovinos terminados em confinamento, bem como na suinocultura e também na avicultura.

Segundo dados apresentados por Figueiredo, hoje o Brasil conta com 27 usinas que fabricam etanol de milho operando, com capacidade de processamento de 24,7 milhões de toneladas do grão, que geram aproximadamente 11,1 bilhões de litros do biocombustível, e consequentemente cerca de 7 milhões de toneladas de DDG. “Até 2029, projetamos 63 usinas, com capacidade de processamento de 57,4 milhões de toneladas de milho, gerando 25,3 bilhões de litros de etanol e aproximadamente 15 milhões de toneladas de DDG.”

Na agenda internacional, a moderadora e também painelista da sessão, a diretora de Relações Internacionais e Comunicação da UNEM, André Veríssimo, lembrou que a entidade mantém com a Apex convênio para promover o DDG brasileiro no exterior, que prevê para 2026 uma série de ações, em particular na Europe e Ásia. Os principais países importadores de DDG são China, Turquia, Vietnã e Nova Zelândia. Neste ano, o Brasil embarcou o primeiro lote de DDG para o gigante asiático.

O diretor de Importação e Exportação da Divisão de Ingredientes para Ração Animal da Wilmar Trading, de Xangai, Freek Boelen, acentuou que os fabricantes chineses de ração valorizam o DDG como insumo pelo seu alto teor de proteína e de fonte energética – dois atributos num só produto. “Aqui na China, os principais mercados para o DDG são as indústrias aquícola e avícola.”