O contrato de maio do óleo de palma encerrou a sessão desta sexta-feira (17) em forte baixa de 1,33% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.108,75/tonelada. O vencimento de junho recuou 1,24%, a US$ 1.118,00/t. Ambos os ativos acumularam perdas na semana, de 2,18% e 2,19%, respectivamente.

Neste pregão, os preços foram impactados pela fraqueza do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das expectativas de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.

O cenário de redução dos riscos geopolíticos foi puxado pela trégua de 10 dias entre Israel e o Líbano, bem como pela expectativa de novas negociações diplomáticas no fim de semana.

Também pressionou os ativos a valorização de 0,05% do ringgit malaio frente ao dólar, encarecendo a commodity para importadores.

As perdas foram limitadas pela valorização dos ativos equivalentes na Bolsa de Dalian, com alta de 0,46% para o contrato de óleo de soja e valorização de 1,26% para o de palma.

No médio prazo, o mercado acompanha o avanço das políticas de biocombustíveis na Ásia.

Segundo o Conselho Malaio de Óleo de Palma, o consumo de biodiesel à base do produto deve crescer em mais de 300 mil toneladas por ano, impulsionado pelo aumento das exigências de mistura na Malásia e na Indonésia.