Às 9h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira (17), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOToperava em leve baixa de 5,50 pontos e 0,47%, cotado a US$ cents 1.158,25/bushel. O vencimento de julho recuava na mesma intensidade, a US$ cents 1.175,00/bushel. Ambos os ativos acumulam perdas na parcial da semana, de 1,51% e 1,39%, nesta ordem.

Na véspera (16), os futuros fecharam no campo negativo, com queda de 0,28% para o vencimento de maio, a US$ cents 1.163,75/bushel, e de 0,22% para o de julho, a US$ cents 1.180,50/bushel.

No caso dos derivados, o farelo e o óleo desvalorizavam 0,45% e 0,97%, nesta ordem.

Nesta manhã, os preços eram pressionados pela perspectiva de uma ampla oferta global de soja, puxado pelas grandes safras da América do Sul, em especial do Brasil e da Argentina.

Conforme dados da DATAGRO Grãos, a colheita da safra 2025/26 de soja alcançou 86,8% da área cultivada no Brasil na última semana, com uma produção recorde estimada em 182,5 milhões de toneladas.

Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) registrou que a colheita chegou a 6,2% da área. Apesar do atraso de 2 pontos percentuais frente à média dos últimos cinco anos, as chuvas que atingiram a região não trouxeram danos às plantações.

Ademais, ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou a comercialização de 248 mil toneladas de soja para exportação na semana encerrada em 9 de abril. O resultado ficou dentro da margem esperada pelo mercado, mas foi o menor despenho desde o início do ano comercial.

No radar, os investidores acompanham as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, o que pode resultar na reabertura do Estreito de Ormuz.