☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
17 de Abril de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a quinta-feira (16) em baixa de 0,3%, cotado a US¢ 1.163,75/bushel, com a posição julho retraindo 0,2%. Desde o início da semana o primeiro contrato acumula queda de 1,0%. Sem direção clara para a abertura nesta sexta.
● No complexo soja, o movimento foi misto, com retração de 0,5% no farelo e alta de 2,6% no óleo.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; redução da projeção USDA de estoques finais 2025/26; bom avanço do plantio de soja norte-americano.
● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; nova data para encontro entre os presidentes dos EUA e da China; de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (16) com leve recuo de 0,3%, a US¢ 448,50/bushel, ainda acumulando alta de 1,7% desde o início da semana. Apenas leve viés de alta para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.
● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais aquecidos. Com reporte de vendas novas de 316 mil t de milho para o México e mais 120 mil t para destinos não revelados.
Brasil
● O mercado físico de soja apresentou movimento cauteloso, com liquidez reduzida. A desvalorização do câmbio continua pressionando sobre as cotações domésticas.
● No mercado físico de milho, o ritmo de negociações segue com menos força, refletindo menor liquidez e um apetite comprador mais contido. A desvalorização do dólar frente ao real exerceu pressão adicional sobre os preços domésticos.
[B]³
● Na B3, o contrato de milho de primeira posição encerrou o pregão a R$ 65,28/60kg, após recuo de 0,5% nesta sessão. O contrato de Setembro/26 obteve alta de 0,1%.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e ao desenrolar do conflito no Irã.
✔️ A previsão desta semana indica tempo seco predominante no Sul e Sudeste. Além de GO e BA. Em todos os casos apenas com chuvas isoladas. Chuvas de maior volume são esperadas apenas no MA, MS e MT, a partir desta terça. Clima no geral favorecendo a colheita de verão. Mas com preocupação para safra de inverno.
✔️ Embarques de soja (815 mil t) e milho (1,78 mi de t) dos EUA dentro das expectativas de mercado, mas pelo elevado volume, foram considerados positivos aos preços.
✔️ Número de esmagamento publicado pelo NOPA de novo positivo para as cotações.
✔️ Avanço inicial do plantio das lavouras nos EUA, chegando a 5% no milho (4% na média de 5 anos) e 6% na soja (2%).
✔️ Nessa quinta-feira (16), os EUA divulgaram seu relatório de vendas para exportação de soja (248 mil t) e milho (1,3 mi de t), dentro do esperado para a semana.