dólar comercial fechou essa quarta-feira (15) em estabilidade com viés de baixa (-0,02%), a R$ 4,9900, com desvalorização na parcial da semana de 0,38%. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 4,9830; na máxima, subiu para R$ 5,0000.

Neste pregão, os investidores seguiram atentos aos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, diante da perspectiva de avanço nas negociações por um acordo de paz.

Segundo a mídia estatal árabe, autoridades dos Emirados Árabes Unidos e do Irã realizaram uma teleconferência para discutir a redução das tensões na região.

O presidente Donald Trump afirmou que não pretende estender o cessar-fogo com o Irã, mas declarou que a guerra está “perto do fim”.

Apesar do tom mais conciliador, o bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz continua em vigor. Dados de monitoramento mostram embarcações alterando rotas na região, embora agências iranianas relatem que petroleiros do país ainda conseguem atravessar a passagem.

No cenário macroeconômico, o mercado repercutiu a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), que mostrou crescimento econômico de ritmo “leve a moderado” em oito dos 12 distritos regionais do banco central norte-americano.

O relatório também indicou que o conflito no Oriente Médio já afeta decisões corporativas ligadas a contratações, formação de preços e investimentos empresariais.

No ambiente doméstico, o mercado repercute dados abaixo do esperado para o comércio varejista brasileiro. Segundo o IBGE, as vendas no varejo cresceram 0,6% em fevereiro na comparação mensal e 0,2% na base anual.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam alta de 1,0% no mês e de 1,2% frente a fevereiro do ano anterior.

No campo político, investidores também acompanharam a nova pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de 2026, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro numericamente a frente do presidente Lula, bem como a adiamento da votação da proposta sobre o fim da escala 6×1 no Congresso.