Spot do milho termina em forte queda na Bolsa Brasileira nesta 4ª feira

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta quarta-feira (15) em forte baixa de 1,58%, cotado a R$ 66,24/saca; o de julho recuou 0,92%, a R$ 67,10/sc. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 2,97% e 2,70%, respectivamente.

Esse foi o oitavo pregão consecutivo que o spot anota queda e o décimo seguido que o vencimento de julho faz esse movimento. Os preços vêm sendo pressionados pelo bom desenvolvimento da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil. Apesar do atraso no plantio em algumas regiões, as condições climáticas vêm se apresentando, em sua maioria, benéficas para as lavouras. A colheita deve começar dentro das próximas semanas.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente ao ciclo anterior.

Também pesa sobre as cotações do cereal a desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar apresentava estabilidade com viés de baixa (-0,04%), a R$ 4,98 – se encerrar o dia assim, será o sexto pregão consecutivo de queda.

No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

No radar, os bloqueios no Estreito de Ormuz por parte da Marinha dos Estados Unidos contra embarcações que tenham como destino ou origem os portos iranianos. O país persa é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.