O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (15) em forte alta de 8,25 pontos e 1,86%, cotado a US$ cents 451,25/bushel. O vencimento de julho avançou 8,00 pontos e 1,77%, a US$ cents 460,50/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 2,32% e 2,05%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pelo excesso de chuvas em partes dos estados da região dos Grandes Lagos, que estão levando algumas áreas mais baixas a inundações. “O clima ativo está atrasando o trabalho agrícola do início da temporada, mas repondo a umidade do solo em áreas que ainda se recuperam da seca”, afirma o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu boletim diário de clima.
O plantio da safra 2026/27 de milho no país norte-americano chegou a 5% da área projetada no último domingo (12%), ritmo levemente à frente do observado na média dos últimos anos.
Além disso, também deu suporte aos preços a demanda internacional aquecida pelo milho dos EUA. O USDA relatou ontem duas vendas individuais de milho, uma de 316 mil toneladas para o México e outra de 120 mil toneladas para um destino desconhecido.
Amanhã (16), o departamento divulgará os registros de vendas para exportação referentes à última semana e o Drought Monitor, indicando o percentual de áreas de milho que experienciam seca.
Após recuar expressivamente na véspera, o petróleo operou próximo à estabilidade neste pregão, com as negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio ditando o movimento dos preços, que exercem influência direta sobre a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Mais cedo, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção do biocombustível nos Estados Unidos avançou levemente na última semana, enquanto os estoques subiram 2,4%, para 26,699 milhões de barris.
No radar, o desenvolvimento da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita na Argentina.