Às 9h43 (horário de Brasília) desta quarta-feira (15), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava moderada alta de 9,25 pontos e 0,80%, cotado a US$ cents 1.167,25/bushel. O vencimento de julho avançava 9,00 pontos e 0,77%, a US$ cents 1.181,75/bushel. Por outro lado, ambos os ativos acumulam perdas na parcial da semana, de 0,72% e 0,80%, nesta ordem.
Na véspera (14), os futuros fecharam no campo negativo, com queda de 0,37% para o vencimento de maio, a US$ cents 1.158,00/bushel, e de 0,62% para o de julho, a US$ cents 1.170,25/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo e óleo avançavam 0,55% e 0,72%, respectivamente. Mais tarde, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) vai reportar o resultado de esmagamento de soja nos Estados Unidos em março.
Nesta manhã, os preços eram beneficiados pelas incertezas nas negociações de paz no Oriente Médio, mesmo depois de o presidente Donald Trump ter dito esperar novas conversas nesta semana com o Irã.
Apesar disso, a marinha dos EUA impôs ontem um bloqueio aos portos iranianos, interrompendo o comércio internacional que alimenta a maior parte da economia do país do Oriente Médio.
Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir nesta manhã – embora ainda abaixo de US$ 100 por barril –, fator que favorece os biocombustíveis feitos com a oleaginosa e outros grãos.
No radar, os investidores acompanham os trabalhos de campo na colheita da safra 2025/26 no Brasil, que se encaminha para a fase final, bem como o início adiantado do plantio da próxima temporada nas lavouras norte-americanas.
Segundo o relatório diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a região do Corn Belt, que engloba as áreas de soja e milho, tem registrado clima instável, com excesso de chuvas em algumas áreas.