O contrato de maio da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (14) em leve baixa de 4,25 pontos e 0,37%, cotado a US$ 1.158,00/bushel; o vencimento de julho cedeu 7,25 pontos e 0,62%, aos US$ 1.170,25/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo e o farelo anotaram perdas de 0,09% e 0,66%, nesta ordem.
Neste pregão, os preços foram pressionados pelo avanço do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a semeadura atingiu 6% da área projetada, acima dos 2% da média dos últimos cinco anos e do ritmo normalmente observado para o período.
O USDA espera que os produtores norte-americanos irão plantar 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo anterior, o que deve ampliar a safra global pela oleaginosa.
Também derrubou os preços a desvalorização do petróleo no mercado internacional, com os agentes repercutindo o otimismo de um acordo de paz no Oriente Médio, o que deve liberar o escoamento de navios pelo Estreito de Ormuz.
O cenário é acompanhado de perto, tendo em vista que a matrize energética compete diretamente com biocombustíveis feitos com grãos e oleaginosas.
Ademais, maiores perdas forma limitadas pela desvalorização do dólar perante as principais moedas globais, com baixa de 0,27% do DXY, o que amplia a competitividade das exportações norte-americanas.
Já a Administração Geral de Alfândega da China reportou que o gigante asiático importou 4,02 milhões de toneladas de soja em março, volume 14,9% superior na comparação com o mesmo mês do ano passado.