Às 9h44 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve alta de 0,13%, cotado a R$ 67,72/saca; Por outro lado, o vencimento de julho recuava 0,13%, a R$ 68,24/sc.
Ontem (13), os futuros fecharam em queda: o spot caiu 0,94%, a R$ 67,63/sc, enquanto o contrato de julho cedeu 0,39%, a R$ 68,33/sc.
Nesta manhã, os preços internos recebiam suporte pela demanda internacional aquecida, bem como pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou ontem seus dados referentes aos primeiros 8 dias úteis de abril, indicando que o Brasil exportou 212,7 mil toneladas do cereal no período, volume acima das 85,1 mil toneladas embarcadas na semana anterior. No acumulado do ano comercial 2026/27, iniciado em 1º de fevereiro, os embarques do cereal somam 2,833 milhões de toneladas, ante 2,423 milhões de toneladas no mesmo recorte da temporada passada.
Por outro lado, a desvalorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação, limitava maiores ganhos.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil. O início do mês foi marcado pela formação de um ciclone extratropical e uma frente fria no Sul do país.
A colheita do milho de verão 2025/26 segue em ritmo mais lento ante o andamento dos trabalhos na temporada anterior, assim como na média dos últimos cinco anos.
A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
No radar, os investidores monitoram o novo bloqueio no Estreito de Ormuz por parte da Marinha dos Estados Unidos contra embarcações que tenha como destino ou origem os portos iranianos. O mercado acompanha com atenção sobretudo pela relevância do Irã como um dos principais compradores do milho brasileiro.