Às 9h34 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o contrato de maio do petróleo WTI apresenta expressiva baixa de 3,07% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 96,04/barril. O vencimento de junho para o Brent recuava 1,61% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 97,76/barril.
Na véspera (13), a commodity energética subiu 2,6% na Nymex, a US$ 99,08/barril, e 4,36% na ICE, a US$ 99,36/barril.
Nesta manhã, o mercado reage aos sinais de que Estados Unidos e Irã podem retomar as discussões diplomáticas para encerrar o conflito no Oriente Médio.
A perspectiva de diálogo reduz parte do prêmio de risco embutido nos preços, diante da possibilidade de reabertura gradual do Estreito de Ormuz. Apesar da queda, o mercado continua atento ao cenário de restrição de oferta.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), os ataques à infraestrutura energética e as restrições logísticas no Oriente Médio provocaram a maior interrupção da história no fornecimento de petróleo, com perda estimada de 10,1 milhões de barris por dia em março.
O alívio ocorre mesmo com a continuidade da presença militar norte-americana na região. Os EUA mantêm operações de bloqueio marítimo no entorno de Ormuz, enquanto o Irã segue ameaçando retaliar países vizinhos do Golfo que apoiem as ações ocidentais.
Em paralelo, a IEA revisou para baixo suas estimativas para o mercado global de petróleo, com a demanda prevista para cair 80.000 barris por dia (bpd) em 2026 e a oferta para diminuir 1,5 milhão de bpd em 2026.