Às 9h07 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,30%, cotado a R$ 4,9800.
Na véspera (13), o câmbio cedeu 0,28%, a R$ 4,9950.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – recuava 0,29%.
Mercado reage a sinais de diálogo entre EUA e Irã
Nesta manhã, os investidores repercutem a melhora do sentimento global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã procurou Washington para discutir um possível entendimento sobre o fim do conflito e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, novas negociações podem ocorrer antes do fim da trégua temporária anunciada em 7 de abril.
O otimismo ocorre mesmo com o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos ainda em vigor.
No cenário econômico, os agentes aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de março nos EUA. Um dado acima do esperado pode reforçar temores de inflação persistente e sustentar apostas em juros elevados por mais tempo pelo Federal Reserve (Fed).
Também estão no radar discursos de dirigentes do Fed, como Austan Goolsbee, Michael Barr e Thomas Barkin.
Setor de serviços brasileiro decepciona
No Brasil, o destaque é o desempenho do setor de serviços. Segundo o IBGE, o volume de serviços avançou 0,1% em fevereiro frente a janeiro, abaixo da expectativa de alta de 0,3%.
Na comparação anual, o crescimento foi de 0,5% em fevereiro, ante 3,3% em janeiro. Apesar da desaceleração, o setor permanece 20% acima do nível pré-pandemia e iguala o recorde histórico da série.
No viés político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, vão participar de entrevistas à imprensa às 10h e às 16h, nesta ordem.
Paralelamente, os agentes também repercutem a notícia de que o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado pede o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, bem como o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.