Milho finaliza a 2ª feira em queda na B3

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (10) em moderada baixa de 0,94%, cotado a R$ 67,63/saca; o vencimento de julho recuou 0,39%, a R$ 68,33/sc.

Nesta manhã, os preços internos foram pressionados pelo recuo do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 0,28% a R$ 4,99.

Além disso, a desvalorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuiu para o cenário negativo.

No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil. O início do mês foi marcado pela formação de um ciclone extratropical e uma frente fria no Sul do país.

A colheita do milho de verão 2025/26 segue em ritmo mais lento ante o andamento dos trabalhos na temporada anterior, assim como na média dos últimos cinco anos.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, os investidores monitoram o novo bloqueio no Estreito de Ormuz por parte da Marinha dos Estados Unidos contra embarcações que tenha como destino ou origem os portos iranianos. O mercado acompanha com atenção sobretudo pela relevância do Irã como um dos principais compradores do milho brasileiro.