O contrato de maio da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (13) em forte baixa de 13,50 pontos e 1,15%, cotado a US$ 1.162,25/bushel; o vencimento de julho cedeu na mesma intensidade, aos US$ 1.177,50/bushel.

Em relação aos derivados, o óleo caiu 0,88%, enquanto que o farelo fechou em viés de alta (+0,03%).

 

Oferta sul-americana pesa sobre mercado

Neste pregão, os preços foram pressionados pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos da última semana, bem como pelo avanço da colheita na América do Sul, que reforça a perspectiva de ampla disponibilidade global de soja.

No Brasil, a colheita da safra 2025/26 já supera 80% da área cultivada, levemente acima da média dos últimos cinco anos. A DATAGRO Grãos projeta uma safra recorde de 182,5 milhões de toneladas.

Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que a colheita teve início na última semana, alcançando 2,4% da área plantada, com produção estimada em 48,5 milhões de toneladas.

 

Oriente Médio adiciona volatilidade

O mercado também seguiu monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã.

A decisão do governo norte-americano de bloquear o tráfego marítimo ligado ao Irã no Estreito de Ormuz elevou a volatilidade e teve efeito misto sobre a soja, uma vez que a alta do petróleo melhora a competitividade dos biocombustíveis, mas restringi o fornecimento global de fertilizantes e insumos agrícolas.

 

Demanda dos EUA segue dentro do esperado

No lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou embarques semanais de 815 mil toneladas de soja na semana encerrada em 9 de abril. O volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 400 mil e 1,365 milhão de toneladas.