Às 9h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em forte alta de 11,25 pontos e 1,97%, cotado a US$ cents 582,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão avançava 14,50 pontos e 2,45%, a US$ cents 605,25/bushel.
No último pregão (10), os vencimentos do cereal fecharam em direções opostas, com queda de 0,61% na CBOT e viés de alta (+0,04%) na KCBT, cotados 571,00/bushel e 590,75/bushel, nesta ordem. Por outro lado, ambos os ativos fecharam a semana com perdas acumuladas, de 4,55% e 4,06%, respectivamente.
Nesta manhã, os preços do cereal foram impulsionados pelo anúncio de bloqueio do Estreito de Ormuz por parte da Marinha dos Estados Unidos, após o fracasso das negociações diplomáticas entre o país norte-americano e o Irã em Islamabad, no Paquistão.
Além do temor dos investidores com a escalada das tensões geopolíticas, a alta dos preços do petróleo também beneficiou as commodities agrícolas dos EUA. O bloqueio da rota marítima, para embarcações que saíam ou tentem entrar no Irã, deve começar às 11h (horário de Brasília).
As preocupações com as condições climáticas adversas nas lavouras dos EUA também contribuem para o viés positivo. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia do país, alertas de bandeira vermelha foram emitidos para diversos estados das planícies norte-americanas.
Fortes rajadas de vento, baixa umidade do ar e altas temperaturas vêm sendo registradas desde o centro de Dakota do Sul até o noroeste do Texas. O órgão alerta para o risco de novos incêndios florestais em áreas de plantio do trigo de inverno.
Mais tarde, o mercado acompanha a divulgação do boletim semanal de embarques para exportação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA); bem como o relatório de estágios e condições das lavouras norte-americanas.