O dólar comercial fechou essa sexta-feira (10) em forte baixa de 1,05%, a R$ 5,0090, com desvalorização acumulada de 2,89% na semana. Esse é o menor valor desde 9 de abril de 2024. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 5,0030; na máxima, subiu para R$ 5,0560.

Neste pregão, os agentes do mercado repercutiram a divulgação de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.

No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, divulgado pelo IBGE, avançou 0,88%, acima dos 0,70% de fevereiro. Com isso, a inflação acumula alta de 1,92% no ano e 4,14% em 12 meses.

O dado mais pressionado reforça as expectativas de manutenção ou intensificação do aperto monetário pelo Copom, o que tende a favorecer o real.

Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,9% em março, acelerando frente aos 0,3% de fevereiro. Em termos anuais, a inflação avançou de 2,4% para 3,3%.

O resultado pode fortalecer o discurso mais rígido do Federal Reserve (Fed).

Além disso, a confiança do consumidor caiu para 47,6 pontos em abril, segundo a Universidade de Michigan, o menor nível já registrado, indicando deterioração na percepção econômica das famílias.

 

Geopolítica segue no foco

No cenário externo, o mercado acompanha as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, previstas para este sábado (11), no Paquistão.

A expectativa de avanço diplomático tem contribuído para a redução da aversão ao risco, favorecendo moedas emergentes e pressionando o dólar.

Apesar do otimismo cauteloso com as negociações, o Estreito de Ormuz segue fechado, criando dúvidas sobre a retomada do fluxo marítimo pela passagem.