O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (10) em moderada baixa de 3,00 pontos e 0,68%, cotado a US$ cents 441,00/bushel; o vencimento de julho recuou 3,75 pontos e 0,82%, a US$ cents 451,25/bushel. Na semana, os futuros acumularam perdas de 2,49% e 2,59%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, que se mantinham cotados por volta de US$ 95 o barril. O recuo do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
O mercado ainda repercute dados do relatório mensal de oferta e demanda divulgado na véspera pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que manteve as projeções de produção, estoques finais e exportação do país norte-americano na safra 2025/26.
A principal mudança foi a redução na estimativa do déficit global de milho na atual temporada, após o departamento elevar a projeção de produção global para mais de 1,3 bilhão de toneladas.
No entanto, maiores perdas foram limitadas pela demanda internacional aquecida pelo milho norte-americano. Pela manhã, o USDA relatou uma venda individual de 125,640 mil toneladas do cereal para um destino desconhecido, com entrega programada para o ano comercial 2025/26.
No radar, o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos e as novas informações que chegam da América do Sul.
Por aqui, a safra de inverno – que responde por mais de 80% da produção brasileira – segue em desenvolvimento no Centro-Sul, enquanto os trabalhos de colheita da safra de verão ganham um pouco mais de ritmo, ultrapassando 65% da área cultivada.
Na Argentina, por outro lado, a colheita da safra 2025/26 perdeu intensidade na última semana devido ao elevado volume de precipitações. A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou sua estimativa para a produção de milho do país na safra 2025/26 em 5 milhões de toneladas, para 67 milhões de toneladas.