Às 11h00 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), o contrato de maio do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava forte alta de 1,80%, cotado a US$ 390,05 por saca de 60 kg. Já o vencimento de julho apresentava estabilidade, a US$ 367,20/sc.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o contrato de maio avançava 1,06%, a US$ 296,80/sc, enquanto o de julho subia de 1,19%, cotado a US$ 293,00/sc.

Nesta manhã, os agentes do mercado acompanharam novos dados sobre a demanda global por café, bem como as novas projeções climáticas.

A Organização Internacional do Café (OIC) apontou para uma retração nas exportações globais no curto prazo. Em fevereiro, os embarques somaram 11,46 milhões de sacas, queda de 5,7% na comparação anual. Já no acumulado dos cinco primeiros meses da safra 2025/26, o volume atingiu 57,77 milhões de sacas, alta de 4,5% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

No front climático, a Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) elevou para 61% a probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre maio e julho de 2026.

Após o fim do La Niña e um breve período de neutralidade em março, o aquecimento das águas do Pacífico deve sustentar o fenômeno até o início de 2027, com 25% de chance de atingir intensidade muito forte no final do ano.