Milho recua levemente em Chicago na manhã desta 6ª feira

Às 10h10 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve baixa de 1,00 ponto e 0,23%, cotado a US$ cents 443,00/bushel; o de julho recuava 1,50 ponto e 0,33%, a US$ cents 453,50/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de mais de 2%.

Ontem (9), o vencimento de maio caiu 0,73%, a US$ cents 444,00/bushel; o de julho cedeu 0,66%, a US$ 455,00/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal eram pressionados pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, que se mantinha abaixo de US$ 100 o barril. O recuo do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

O mercado ainda repercute dados do relatório mensal de oferta e demanda divulgado na véspera pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que manteve as projeções de produção, estoques finais e exportação do país norte-americano na safra 2025/26. A principal mudança foi a redução na estimativa do déficit global de milho na atual temporada, após o departamento elevar a projeção de produção global para mais de 1,3 bilhão de toneladas.

No entanto, maiores perdas eram limitadas pela demanda internacional aquecida pelo milho norte-americano. Há pouco, o USDA relatou uma venda individual de 125,640 mil toneladas do cereal para um destino desconhecido, com entrega programada para o ano comercial 2025/26.

Os registros de vendas de milho para exportação da semana encerrada em 2 de abril totalizaram 1,361 milhão de toneladas, volume em linha com as expectativas do mercado, que iam de 750 mil a 1,600 milhão de toneladas.

No radar, o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos e as informações provenientes da América do Sul.

Por aqui, a safra de inverno – que responde por mais de 80% da produção brasileira – segue em desenvolvimento no Centro-Sul, enquanto os trabalhos de colheita da safra de verão ganham um pouco mais de ritmo, ultrapassando 65% da área cultivada.

Na Argentina, por outro lado, a colheita da safra 2025/26 perdeu intensidade na última semana devido ao elevado volume de precipitações. A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou sua estimativa para a produção de milho do país na safra 2025/26 em 5 milhões de toneladas, para 67 milhões de toneladas.