Às 9h54 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve queda de 0,34%, cotado a R$ 68,40/saca, com recuo acumulado de 4,63% na parcial da semana. O vencimento de julho registrava viés de baixa (-0,09%), a R$ 68,90/sc, com desvalorização semanal de 3,24%.
Na véspera (9), o contrato de maio caiu 0,72%, a R$ 68,63/sc; o de julho recuou 0,49%, a R$ 68,96/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. A queda dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuía para o viés negativo.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil. Além das precipitações, o início do mês foi marcado pela formação de um ciclone extratropical no Sul do país.
Já o milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 65,6% da área cultivada, após avançar 7,2 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3). No mesmo período de 2025, os trabalhos estavam em 76,9%; na média dos últimos cinco anos, em 72,1%.
A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
No radar, a informação que a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou sua projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 5 mi de t, para 67 mi de t. O país é o terceiro maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos EUA e do Brasil.