Às 9h03 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,12%, cotado a R$ 5,0560, com desvalorização na parcial da semana de 2,00%.
Na véspera (9), o câmbio cedeu 0,76%, a R$ 5,0620 – a menor cotação desde abril de 2024.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava estabilidade com viés de baixa (-0,07%).
IPCA acima do esperado entra no radar
Nesta manhã, no cenário doméstico, o mercado repercute a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que subiu 0,88%, aceleração frente aos 0,70% de fevereiro.
Com isso, a inflação acumula alta de 1,92% no ano e 4,14% em 12 meses, acima dos 3,81% registrados anteriormente.
O dado mais pressionado tende a elevar as expectativas de manutenção ou até intensificação do aperto monetário pelo Copom, o que pode influenciar o comportamento do câmbio.
CPI dos EUA e Fed no foco
No exterior, os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março nos Estados Unidos. Um resultado acima do esperado pode reforçar o discurso mais rígido do Federal Reserve (Fed) em relação aos juros.
Geopolítica segue no radar
O mercado também monitora as negociações entre Estados Unidos e Irã, com previsão de início das conversas formais neste sábado (11), em Islamabad.
Apesar do cessar-fogo temporário, persistem incertezas quanto à reabertura do Estreito de Ormuz e à evolução dos conflitos paralelos na região, especialmente no Líbano.
O cenário mantém a cautela dos investidores, que seguem atentos aos desdobramentos geopolíticos e seus impactos sobre o petróleo e a inflação global.