Às 9h20 (horário de Brasília) desta quinta-feira (9), os contratos de maio e julho da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOTanotavam leve alta de 3,75 pontos e 0,32%, cotados a US$ cents 1.165,75/bushel e a US$ cents 1.181,75/bushel, na referida ordem. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 0,19% e 0,15%, respectivamente.

Quanto aos derivados: farelo e óleo subiam 0,51% e 0,62%, nesta ordem.

Nesta manhã, o mercado opera em compasso de espera pelo relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documeto sairá às 13h, podendo trazer novas projeções para os estoques finais do país norte-americano na safra 2025/26 e para a produção da oleaginosa na América do Sul.

Antes disso, o USDA publica os registros semanais de vendas para exportação, importante indicador de demanda internacional pela soja dos EUA.

Com o plantio da safra 2026/27 prestes a começar no Corn Belt, investidores ainda dividem atenção a finalização da colheita da safra brasileira 2025/26. Levantamento da DATAGRO Grãos realizado até a última sexta-feira (3) mostra que os trabalhos ultrapassam 80% da área cultivada no país sul-americano, ritmo alinhado com a média dos últimos anos. A consultoria estima uma produção recorde de 182 milhões de toneladas.

 

Milho também anota ganhos

No mesmo horário, o contrato de maio do milho subia 2,25 pontos e 0,50% na CBOT, negociado a US$ cents 449,50/bushel; o de julho avançava 2,00 pontos e 0,44%, a US$ cents 460,00/bushel. Por outro lado, os futuros acumulam perdas de 0,61% e 0,70%, respectivamente, na semana.

O mercado de milho também aguarda pelas publicações do USDA. O suporte aos preços vem da expressiva alta do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Após despencar mais de 15% na véspera, os preços do combustível voltavam a subir nesta manhã, com o mercado interpretando que o acordo de cessar-fogo assinado entre os EUA e o Irã é frágil e pode cair a qualquer momento.

Ontem (8), a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que os estoques norte-americanos de etanol caíram mais 4% na última semana, enquanto a produção do biocombustível aumentou.

No campo, o plantio da safra 2026/27 já teve início no Corn Belt, chegando a 3% da área projetada, ritmo à frente do observado no ano passado e na média dos últimos cinco anos.

Na América do Sul, as expectivas são de produção recorde na safra 2025/26 tanto para o Brasil quanto para a Argentina.

 

Trigo sobe mais de 1%

O vencimento de maio do trigo negociado em Chicago avança 7,00 pontos e 1,21% nesta manhã, a US$ cents 587,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês registrava alta de 8,25 pontos e 1,39%. No acumulado semanal, todavia, os futuros apresentam desvalorização próxima de 2%.

Suporte pelo movimento técnico de ajuste nas posições, tendo em vista as perdas anotadas nos últimos dias, e por preocupações climáticas com as lavouras norte-americanas.