Nesta quarta-feira (8), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em forte baixa de 1,31%, cotado a R$ 69,13/saca; o de julho recuou 1,42%, a R$ 69,30/sc. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 3,61% e 2,68%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela queda dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

A desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação, também contribuiu para o cenário negativo. Próximo ao fechamento das negociações, o dólar caía 0,83%, a R$ 5,10.

No entanto, maiores perdas foram evitadas pela demanda internacional aquecida. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou ontem que o Brasil exportou 198,9 mil toneladas de milho na semana encerrada em 31 de março. No total do último mês, o país embarcou 981 mil toneladas do cereal, um aumento anual de 13%, segundo análise da DATAGRO Grãos.

No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos agentes de mercado se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

Já o milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 65,6% da área cultivada, após avançar 7,2 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3). No mesmo período de 2025, os trabalhos estavam em 76,9%; na média dos últimos cinco anos, em 72,1%.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, o cessar-fogo de duas semanas estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã para o conflito no Oriente Médio, que se aproximava do 40º dia. O país persa é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.