O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (7) em forte baixa de 1,35%, cotado a R$ 70,05/saca; o vencimento de julho anotou recuo moderado de 0,57%, a R$ 70,30/sc.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela queda dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

Por outro lado, perdas foram limitadas pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação.

Ademais, a demanda internacional aquecida também conteve maiores desvalorizações. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou hoje que o Brasil exportou 983 mil toneladas de milho em março de 2026, um aumento de 12,8% ante as 871 mil toneladas embarcadas em igual mês de 2025.

No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos agentes de mercado se voltam para a previsão do tempo, fator decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

Já a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 65,6% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 7,2 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3). No mesmo período de 2025, os trabalhos estavam em 76,9%; na média dos últimos cinco anos, em 72,1%.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã como um dos principais compradores internacionais do milho brasileiro.