O dólar comercial fechou essa terça-feira (7) em leve alta de 0,12%, a R$ 5,1500. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 5,1710; na mínima, recuou para R$ 5,1360.
Geopolítica pressiona mercados
Neste pregão, o movimento foi influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçar o ultimato ao Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
A retórica mais dura elevou a aversão ao risco global e impulsionou os preços do petróleo, ampliando preocupações inflacionárias.
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã emitiu alertas de segurança para civis em áreas consideradas de risco, aumentando a tensão no cenário internacional.
Medidas no Brasil entram no radar
No cenário doméstico, o mercado repercutiu a Medida Provisória (MP) publicada pelo governo federal para mitigar os impactos da alta do petróleo.
O pacote inclui ações voltadas ao diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação (QAV), além da oferta de linhas de crédito para companhias aéreas.
Segundo o governo, as medidas terão validade entre abril e maio de 2026, com custo estimado em R$ 4 bilhões, dividido entre União, Estados e Distrito Federal.
Balança comercial desacelera em março
Os investidores também avaliaram os dados da balança comercial. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil registrou superávit de US$ 6,405 bilhões em março, com média diária de US$ 291,1 milhões, queda de 17,2% na comparação anual.
As exportações somaram US$ 31,603 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 25,199 bilhões.