O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (7) em moderada baixa de 8,50 pontos e 0,73%, cotado a US$ cents 1.158,25/bushel. O vencimento de julho caiu 8,75 pontos e 0,74%, a US$ cents 1.174,50/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo e o farelo desvalorizaram 0,33% e 1,52%, nesta ordem.
Incertezas no Oriente Médio persistem
Neste pregão, o mercado reagiu negativamente à escalada das tensões no Oriente Médio, com o fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para um possível acordo com o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a adotar tom mais duro, elevando a incerteza global. O cenário mantém os preços do petróleo elevados, o que, apesar de dar suporte ao complexo soja via biocombustíveis, aumenta a cautela dos investidores.
Wasde e expectativas de estoques no radar
Os agentes também ajustaram posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para quinta-feira (9).
As expectativas do mercado apontam para manutenção dos estoques norte-americanos da safra 2025/26, com leve aumento nos estoques globais e ajustes pontuais na produção da América do Sul.
No Brasil, principal exportador de soja global, a colheita da safra 2025/26 está em fase final, com cerca de 80% da área já colhida, segundo a DATAGRO Grãos.
A consultoria projeta uma produção recorde de 182,5 milhões de toneladas, reforçando o cenário de ampla oferta global.