O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (7) em leve alta de 2,75 pontos e 0,46%, cotado a US$ cents 598,00/bushel. No entanto, na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês recuou 0,75 ponto e 0,12%, a US$ cents 607,50/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal em Chicago eram sustentados pelas condições climáticas adversas em parte das regiões produtoras de trigo dos Estados Unidos.
Por outro lado, as cotações do trigo na KCBT eram pressionadas pelas boas chuvas em porções das planícies norte-americanas. Analistas ainda preveem mais precipitações para alguns dos estados produtores, como o próprio Kansas.
De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o clima ameno e seco na metade sul das planícies norte-americanas da região está causando novas reduções na umidade do solo no leste do Colorado, oeste e centro do Kansas, noroeste de Oklahoma, oeste do Texas e leste do Novo México.
Por outro lado, segundo o órgão, o ar frio e o clima invernal cobrem os estados de Montana e as Dakotas, o que favorece as lavouras de trigo na região.
Ademais, o USDA informou neste domingo (5), em seu primeiro relatório de progresso da safra do ano, que o plantio de trigo de primavera já está em andamento, com 2% da área semeada, abaixo da média de 3% para esta época do ano.
Segundo a agência, cerca de 35% do trigo de inverno nos EUA estava em boas ou excelentes condições no domingo, uma queda em relação aos 48% registrados no mesmo período do ano anterior.
Na União Europeia, a Comissão Europeia divulgou, hoje, que as exportações de trigo mole, desde o início da atual temporada, alcançaram 17,997 milhões de toneladas, volume 7% acima ao registrado no mesmo período do ano passado.
Paralelamente, o Ministério da Política Agrária da Ucrânia informou o país exportou 26,339 milhões de toneladas de grãos e leguminosas desde o início da safra 2025/26. Ritmo bem abaixo do ano passado, quando até 11 de abril, os embarques totalizavam 38,823 milhões de toneladas.
No radar, os investidores também aguardam a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do USDA, prevista para quinta-feira (9), que pode trazer novos direcionadores para o mercado global de grãos.