Ibovespa encerrou esta segunda-feira (6) em estabilidade com viés de alta (+0,06%), aos 188.161,97 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 189.219,50 pontos; na mínima, desceu aos 187.811,25 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) caiu 0,55%, enquanto que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 1,15% e 1,64%, nesta ordem.

Parte dos grandes bancos terminaram o dia em alta: o Itaú (ITUB4) avançou 0,44%, o Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 0,17% e o Bradesco (BBDC4) fechou com fortes ganhos de 1,10%. Somente o Santander (SANB11) registrou queda de 0,54%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia com ganhos. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,35%, aos 46.669,39 pontos; o S&P 500 valorizou 0,45%, aos 6.612,02 pontos; e o Nasdaq subiu 0,54%, aos 21.996,34 pontos.

 

Medidas do governo influenciam mercado

Neste pregão, os investidores repercutiram as novas ações do governo federal para conter os impactos da alta do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou um pacote de medidas, incluindo: subvenção de R$ 0,80/litro para o diesel nacional; subsídio de R$ 1,20/litro para o diesel importado (com divisão de custos com estados); corte de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e o biodiesel; e reforço na fiscalização pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

No campo macroeconômico, o Banco Central (BC) divulgou o Boletim Focus, com revisão para cima das projeções de inflação. O mercado passou a estimar o IPCA em 4,36% para 2026 e 3,85% para 2027, enquanto as expectativas para crescimento do PIB, câmbio e taxa de juros foram mantidas.

Já a S&P Global informou que o PMI Composto do Brasil recuou de 51,3 em fevereiro para 49,9 em março, sinalizando leve contração da atividade. O PMI de Serviços também caiu, de 53,1 para 50,1.

 

Geopolítica segue influenciando o petróleo

No cenário internacional, o mercado acompanhou a rejeição de um plano de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão, o que voltou a elevar os preços do petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a adotar um tom duro, ameaçando intensificar os ataques caso não haja um acordo considerado satisfatório até está terça-feira (7), o que mantém elevada a incerteza global e a volatilidade nos mercados.