O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (6) em moderada baixa de 0,99%, cotado a R$ 71,01/saca; o vencimento de julho recuou 0,72%, a R$ 70,70/sc.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado a exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar recuava 0,23%, a R$ 5,14.

Por outro lado, o avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) conteve maiores perdas.

No campo, com o plantio praticamente finalizado, as atenções se voltam para o clima, fator decisivo para o desenvolvimento do milho safrinha no Brasil.

A DATAGRO prevê que abril deve começar com padrão chuvoso nas regiões Norte, Centro-Oeste e Matopiba, com volumes entre 50 e 100 mm, favorecendo a manutenção da umidade do solo em áreas recém-plantadas.

Porém, ao longo deste mês, a tendência é de redução gradual das chuvas em grande parte do Brasil.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, crescimento de 1% frente à safra anterior.

No radar, o mercado aguarda a divulgação da balança comercial de março pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), prevista para terça-feira (7), que deve trazer novos sinais sobre o ritmo dos embarques.