O Ministério da Agricultura da China informou, nesta última sexta-feira (3), que está reforçando o controle nas fronteiras para a entrada e saída de gado bovino, após o início de um surto de febre aftosa no noroeste do país.

De acordo com as autoridades locais, foram abatidos 6.229 bovinos na província de Gansu e na Região Autônoma Uigur de Xinjiang. O governo afirma que o primeiro caso da doença não surgiu em território chinês e já está trabalhando para produzir novas vacinas para combater o surto.

Os animais infectados foram identificados com o sorotipo SAT-1, um tipo de doença endêmica no continente africano. Portanto, as vacinas domésticas já existentes na China, de sorotipos O e A, não oferecem proteção.

Casos da doença já foram registrados em regiões do Oriente Médio e da Ásia Ocidental e Sul. Pequim ainda avalia por qual fronteira a SAT-1 entrou no território chinês.

O surto de febre aftosa ocorre no mesmo momento em que a Rússia também enfrenta um surto de doença bovina na região siberiana de Novosibirsk, que faz fronteira com o Cazaquistão e que poderia ser o foco inicial.