Às 10h08 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava moderada baixa de 0,89%, cotado a R$ 71,08/saca. O vencimento de julho recuava 0,52%, a R$ 70,84/sc.
No último pregão (2), os ativos fecharam em direções opostas, com alta de 0,56% para o de maio, a R$ 71,72/sc, mas queda de 0,13% para o de julho, a R$ 71,21/sc. Na semana, os futuros acumularam perdas de 0,62% e 0,15%, respectivamente.
As negociações estiveram suspensas na sexta-feira (3) em decorrência do feriado de Sexta-Feira Santa.
Pressão externa e câmbio pesam sobre os preços
Nesta manhã, os preços internos acompanhavam a desvalorização do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) e do dólar frente ao real, fator que reduz a competitividade do milho brasileiro voltado para exportação.
O mercado aguarda a divulgação da balança comercial de março pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), prevista para terça-feira (7), que deve trazer novos sinais sobre o ritmo dos embarques.
Clima e safrinha seguem no foco
No campo, com o plantio praticamente finalizado, as atenções se voltam para o clima, fator decisivo para o desenvolvimento do milho safrinha no Centro-Sul do país.
Segundo a DATAGRO, abril deve começar com padrão chuvoso nas regiões Norte, Centro-Oeste e Matopiba, com volumes entre 50 e 100 mm, favorecendo a manutenção da umidade do solo em áreas recém-plantadas.
Ao longo do mês, porém, a tendência é de redução gradual das chuvas em grande parte do Brasil.
A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, crescimento de 1% frente à safra anterior.