Milho opera em campo negativo na CBOT na manhã desta 2ª feira

Às 9h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), os contratos de maio e julho do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operavam em estabilidade com viés de baixa, cotados a US$ cents 452,00/bushel e a US$ cents 463,00/bushel, respectivamente.

No último pregão (2), o vencimento de maio caiu 0,44%, a US$ cents 452,25/bushel, encerrando a semana com perda acumulada de 2,11%; o de julho recuou 0,38%, a US$ cents 463,25/bushel, com perda semanal acumulada de 2,16%. Devido ao feriado de Sexta-feira Santa, as negociações estiveram interrompidas no último dia 3.

Nesta manhã, os preços do cereal seguiam em trajetória de baixa, pressionados pela perspectiva de fim das hostilidades no Oriente Médio. Segundo informações da Reuters, autoridades dos Estados Unidos e do Irã receberam um esboço de plano de duas etapas para encerrar o conflito que se aproxima do seu 40º dia.

Os preços do petróleo recuavam moderadamente no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Mais tarde, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará o relatório semanal de embarques e o boletim com os estágios e condições das lavouras norte-americanas. Além disso, a semana será marcada pela publicação do relatório de oferta e demanda (Wasde) de abril, agendado para quinta-feira (9).

Antes do início do plantio da safra 2026/27 nos EUA, o mercado segue acompanhando de perto os trabalhos de campo na América do Sul. No Centro-Sul do Brasil, a segunda safra segue em desenvolvimento, com as condições climáticas deste mês devendo dar uma direção melhor do real tamanho da safra, que responde por mais de 80% da produção brasileira. A colheita da primeira safra, por sua vez, segue atrasada, com os trabalhos já em sua metade final.

Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 chegou a 19% da área cultivada na última semana, com produtores relatando bom rendimento, o que fez a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) manter sua estimativa de produção em 57 milhões de toneladas.