Às 9h07 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), o dólar comercial registrava leve baixa de 0,17%, cotado a R$ 5,1490.

No último pregão (2), o câmbio fechou em viés de alta (+0,02%), a R$ 5,1580, mas com desvalorização acumulada na semana de 1,43%. As negociações estiveram suspensas na sexta-feira (3) em decorrência do feriado de Sexta-Feira Santa.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – recuava 0,25%.

 

Geopolítica segue no radar

Nesta manhã, os investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, à medida que se aproxima o prazo estabelecido pelos Estados Unidos para um acordo com o Irã envolvendo o Estreito de Ormuz.

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso, ameaçando intensificar os ataques caso não haja acordo até terça-feira (7).

Paralelamente, o Paquistão apresentou uma proposta de mediação, denominada “acordo de Islamabad”, que prevê a reabertura do estreito em um prazo de 15 a 20 dias.

 

Dados dos EUA reforçam cenário econômico

No campo macroeconômico, o relatório de emprego (payroll) dos EUA indicou a criação de 178 mil vagas em março, acima do esperado pelo mercado, enquanto a taxa de desemprego se manteve em 4,3%.

Os efeitos da guerra sobre a economia norte-americana devem ser observados nos próximos indicadores de inflação. O mercado acompanha a divulgação do PCE, na quinta-feira (9) — indicador preferido do Federal Reserve —, e do CPI de março, previsto para sexta-feira (10).

 

Focus eleva inflação no Brasil

No cenário doméstico, o Banco Central (BC) divulgou o Boletim Focus, com revisão para cima das projeções de inflação.

O mercado passou a estimar o IPCA em 4,36% para 2026 e 3,85% para 2027, enquanto as expectativas para crescimento do PIB, câmbio e taxa de juros foram mantidas.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa nesta tarde de evento promovido pelo FGV/Ibre.

No campo político, o governo federal prepara um pacote de medidas econômicas, incluindo ações sobre combustíveis, energia e crédito, em meio ao cenário eleitoral.