Às 10h50 (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), os principais índices acionários de Wall Street operavam em baixa. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuava 0,79%, aos 46.196,14 pontos; o S&P 500 se desvalorizava 0,64%, aos 6.533,14 pontos; e o Nasdaq cedia 0,70%, aos 21.636,96 pontos.
No mercado de Treasuries, o rendimento do título de dois anos recuava de 3,815% para 3,798% ao ano. Já o rendimento do título de dez anos anotava queda para 4,295% ao ano.
Nesta manhã, o mercado acionário era pressionado pela piora na percepção de risco após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que frustraram as expectativas de uma resolução rápida para o conflito no Oriente Médio.
Em pronunciamento na noite anterior, o republicano afirmou que os EUA devem intensificar os ataques ao Irã nas próximas semanas, elevando a tensão geopolítica.
Apesar de indicar que a campanha militar se aproxima do fim, o tom mais duro provocou queda nos mercados acionários e reacendeu temores inflacionários, com possível impacto na política de juros global.
As declarações também aumentaram a volatilidade no mercado de energia. O petróleo Brent avançava mais de 7%, sendo negociado acima de US$ 109 por barril.
A alta reforça as preocupações com inflação, já que custos energéticos mais elevados tendem a pressionar preços globalmente.
No cenário macroeconômico, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL) informou, mais cedo, que o país registrou 202 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 28 de março. O resultado veio abaixo da projeção do mercado, de 212 mil pedidos, do resultado revisado da semana anterior, de 211 mil solicitações.