Às 10h04 (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava alta moderada de 0,80%, cotado a R$ 71,89/saca, porém, com perda acumulada de 0,39% na semana. O vencimento de julho avançava 0,56%, a R$ 71,70/sc, com ganho semanal parcial de 0,53%.

Na véspera (1º), o vencimento de maio caiu 2,17%, a 71,32/sc, e o de julho recuou 1,52%, a R$ 71,30/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pela forte valorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

Além disso, a alta do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação, também contribuía para o viés positivo.

No campo, com o plantio virtualmente encerrado, as atenções dos investidores se voltam para as precipitações do mês de abril, as quais serão determinantes para o desenvolvimento do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. A colheita da primeira safra, por sua vez, segue atrás do ano passado e da média dos últimos anos, impactada principalmente pelos atrasos registrados nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

A projeção atual da DATAGRO indica que, somando as duas safras, o Brasil deverá colher 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, volume 1% maior do que o registrado em 2024/25.

No radar, os investidores acompanham as últimas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acerca do futuro do conflito no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã como um dos principais compradores internacionais do milho brasileiro.