Milho sobe quase 1% em Chicago na manhã desta 5ª feira

Às 9h45 (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) avançava 4,25 pontos e 0,94%, cotado a US$ cents 458,50/bushel; o vencimento de julho subia na mesma intensidade, a US$ cents 469,25/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas de 0,76% e 0,90%, respectivamente.

Ontem (1º), o contrato de maio caiu 0,76%, a US$ cents 454,25/bushel, enquanto o de julho cedeu 0,69%, a US$ cents 465,00/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal eram impulsionados pela disparada de mais de 10% do petróleo no mercado internacional, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova onda de ataques contra o Irã nas próximas duas ou três semanas.

O mandatário não mencionou o Estreito de Ormuz e afirmou que as novas ofensivas vão causar uma “volta à idade da pedra” no país persa. A valorização do petróleo aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Também dava suporte a perspectiva de que produtores dos EUA diminuirão a área de milho na safra 2026/27, cujos trabalhos de plantio devem se iniciar oficialmente neste mês. Ainda hoje, o Departamento de Agricultura (USDA) divulgará os registros de vendas para exportação referentes à última semana e o Drought Monitor, indicando a incidência de seca sobre o Corn Belt.

Amanhã (3), as negociações estarão suspensas na CBOT devido ao feriado de Sexta-feira Santa. As operações serão retomadas normalmente na segunda-feira (6), quando o USDA voltará a publicar seu boletim semanal com os estágios e condições das lavouras.

Antes disso, as atenções seguem sobre a América do Sul, principalmente Brasil e Argentina, importantes players do mercado global de milho.

Por aqui, a safra de inverno – que responde por mais de 80% da produção brasileira – segue em desenvolvimento, com o mercado atento às condições hídricas das lavouras e à previsão do tempo para os principais estados produtores.

A safra de verão, por sua vez, tem os trabalhos de colheita próximos de 60% concluídos, atrasados em relação aos últimos anos. Somando as duas safras, o Brasil deverá produzir um recorde de 144 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, segundo estimativa da DATAGRO Grãos.

Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 avança timidamente, também com expectativa de produção recorde. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) estima 57 mi de t, contra 52 mi de t do USDA.