Às 9h10 (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), o dólar comercial registrava leve alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1800, mas com desvalorização na parcial da semana de 0,99%. Na véspera (1º), o câmbio cedeu 0,41%, a R$ 5,1570.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,64%.
Discurso de Trump pressiona mercados
Nesta manhã, o movimento foi impulsionado pela piora na percepção de risco após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que frustraram as expectativas de uma resolução rápida para o conflito no Oriente Médio.
Em pronunciamento na noite anterior, o republicano afirmou que os EUA devem intensificar os ataques ao Irã nas próximas semanas, elevando a tensão geopolítica.
Apesar de indicar que a campanha militar se aproxima do fim, o tom mais duro provocou queda nos mercados acionários e reacendeu temores inflacionários, com possível impacto na política de juros global.
Petróleo volta a subir no mercado internacional
As declarações também aumentaram a volatilidade no mercado de energia. O petróleo Brent avançava mais de 7%, sendo negociado acima de US$ 109 por barril.
A alta reforça as preocupações com inflação, já que custos energéticos mais elevados tendem a pressionar preços globalmente.
Indicadores econômicos no radar
Nos Estados Unidos, o mercado acompanha a divulgação dos pedidos semanais de seguro-desemprego pelo Departamento do Trabalho (DOL).
No Brasil, o destaque ficou para a produção industrial. Segundo o IBGE, a indústria nacional cresceu 0,9% em fevereiro frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, marcando o segundo avanço consecutivo e acumulando alta de 3,0% no período.
Na comparação anual, porém, a produção recuou 0,7% em relação a fevereiro de 2025, após leve alta de 0,2% em janeiro.