Nesta quarta-feira (1º), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em expressiva baixa de 2,17%, cotado a R$ 71,32/saca; o de julho recuou 1,52%, a R$ 71,30/sc. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 1,18% e 0,03%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).
Ademais, a queda do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação, também contribuiu para o viés negativo.
No campo, com o plantio virtualmente encerrado, as atenções dos investidores se voltam para as precipitações do mês de abril, as quais serão determinantes para o desenvolvimento do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. A colheita da primeira safra, por sua vez, segue atrás do ano passado e da média dos últimos anos, impactada principalmente pelos atrasos registrados nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
A projeção atual da DATAGRO indica que, somando as duas safras, o Brasil deverá colher 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, volume 1% maior do que o registrado em 2024/25.
No radar, novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã como um dos principais compradores internacionais do milho brasileiro.