O contrato de maio do óleo de palma encerrou a sessão desta quarta-feira (1º) em moderada queda de 0,74% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.177,00/tonelada. O vencimento de junho recuou 0,63%, a US$ 1.186,00/t. Por outro lado, na semana, os futuros da commodity acumulam ganhos de 2,35% e 2,68%, respectivamente. 

Neste pregão, os preços do óleo de palma seguem influenciados pela volatilidade nos valores do petróleo no mercado internacional. Os presidentes do Irã e dos Estados Unidos aparentam estar dispostos a negociar para o fim do conflito, o que pressionou as cotações do combustível. 

Os preços do petróleo mais baixos tornam o óleo de palma uma opção menos atraente como matéria-prima de biodiesel

Além disso, as cotações acompanharam o rendimento positivo da commodity na Bolsa de Dalian (DCE), que registrou baixa de 1,59%, enquanto o óleo de soja recuou 0,92%.

O ringuite malaio valorizou 0,54% frente ao dólar, fator que torna o óleo de palma mais caro para compradores estrangeiros. 

Limitando maiores perdas, o ministro da Economia da Indonésia, Airlangga Hartarto, afirmou que será implementada a mistura de 50% de biodiesel à base de óleo de palma no país, o chamado B50, a partir de julho.

A Associação de Óleo de Palma da Indonésia (GAPKI) estima que, com a adoção do B50, a demanda da commodity deve atingir cerca de 15 milhões de toneladas neste ano, alta de 2 mi em relação ao registrado no ano passado.