Pressionado pelo câmbio, milho recua até 1% na B3 nesta 3ª feira

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (31) em expressiva baixa de 1,09%, cotado a R$ 72,90/saca; o vencimento de julho anotou leve recuo de 0,15%, a R$ 72,40/sc. Em março, por outro lado, os futuros acumularam ganhos de 1,65% e 4,76%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que reduz a competitividade das exportações brasileiras. Próximo ao encerramento das negociações na B3, o câmbio cedia mais de 1%, a R$ 5,18.

No entanto, limitou maiores perdas o leve avanço do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT). Por lá, relatório anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que os produdores plantarão menos milho e mais soja na safra 2026/27.

Por aqui, com o plantio virtualmente encerrado, as atenções do mercado se voltam agora para as precipitações de abril, as quais serão determinantes para o desenvolvimento do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. A colheita da primeira safra, por sua vez, segue atrás do ano passado e da média dos últimos anos, impactada principalmente pelos atrasos registrados em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

A projeção atual da DATAGRO indica que, somando as duas safras, o Brasil deverá colher 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, volume 1% maior do que o registrado em 2024/25.

No radar, novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã como um dos principais compradores internacionais do milho brasileiro.