O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (31) em moderada alta de 11,25 pontos e 0,97%, cotado a US$ cents 1.171,00/bushel, com viés de alta no acumulado do mês (+0,02%). Já o vencimento de julho avançou 11,00 pontos e 0,94%, a US$ cents 1.186,00/bushel – ganho de 0,27% no acumulado de março.

Em relação aos derivados, o óleo e o farelo valorizaram 0,60% e 0,48%, nesta ordem.

 

Área nos EUA cresce

Neste pregão, o mercado repercutiu os dados de intenção de plantio para a safra 2026/27 nos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os produtores norte-americanos devem semear 34,27 milhões de hectares com soja, avanço de 4% em relação ao ciclo anterior.

O aumento deve ocorrer em 20 dos 29 estados avaliados. Apesar do crescimento, o número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava 34,60 milhões de hectares.

 

Estoques maiores limitam valorização

Por outro lado, os ganhos foram limitados pelo volume acima do esperado nos estoques trimestrais.

De acordo com o USDA, os estoques de soja em 1º de março somaram 57,28 milhões de toneladas, superando a projeção do mercado de 56,50 milhões de toneladas.

No trimestre anterior, os estoques estavam em 89,54 milhões de toneladas (1º de dezembro), enquanto no comparativo anual o volume era de 52,00 milhões de toneladas.

 

Safra brasileira segue no radar

Os investidores também acompanham o avanço da colheita no Brasil, que caminha para uma safra recorde.

Segundo a DATAGRO Grãos, menos de 25% da área ainda permanece por colher, com dados atualizados até a última sexta-feira (27). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 83%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 76,3%.

 

Geopolítica mantém atenção do mercado

No cenário externo, seguem no radar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que continuam influenciando os preços do petróleo.

Nesta terça-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os próximos dias do conflito contra o Irã serão decisivos e alertou que a guerra pode se intensificar caso não haja um acordo.