O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (31) em leve alta de 2,00 pontos e 0,44%, cotado a US$ cents 457,75/bushel; o vencimento de julho avançou 0,75 ponto e 0,16%, a US$ cents 468,25/bushel. Em março, os futuros acumularam ganhos de 2,06% e 2,69%, respectivamente.
Neste pregão, o mercado repercutiu o relatório anual de intenção de plantio nos Estados Unidos referente à safra 2026/27, divulgado pelo Departamento de Agricultura (USDA).
Segundo a publicação, a área semeada com milho deverá cair 3% no próximo ciclo, para 38,58 milhões de hectares, com 37 dos 48 estados avaliados reduzindo ou mantendo inalterada a área destinada ao cereal. A expectativa média do mercado era de uma redução maior, para 38,30 milhões de hectares.
O USDA também divulgou seu relatório trimestral de estoques, indicando um volume armazenado de milho nos EUA de 229,23 milhões de toneladas na posição 1º de março. O mercado esperava 230,90 milhões de toneladas. Em 1º de dezembro, os estoques estavam em 337,38 mi de t; em 1º de março de 2025, em 206,95 mi de t.
Também deu suporte o enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais, fator que aumenta a competitividade das exportações norte-americanas de milho. Próximo ao encerramento das negociações em Chicago, o DXY caía 0,55%.
No entanto, maiores ganhos foram limitados pelo recuo do petróleo no mercado internacional, com o investidores atentos à possibilidade de encerramento do conflito no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
No radar, o desenvolvimento da segunda safra no Centro-Sul do Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira de milho, assim como o início da colheita na Argentina.