Às 10h01 (horário de Brasília) desta terça-feira (31), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve queda de 0,24%, cotado a R$ 73,52/saca; o vencimento de julho avançava de 0,12%, a R$ 72,60/sc. Em março, os futuros acumulam ganhos de 2,51% e 5,05%, nesta ordem.

Ontem (30), o spot subiu 2,12%, a R$ 73,70/sc; enquanto o contrato de julho se valorizou 1,67%, a R$ 72,51/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela desvalorização dos contratos equivalentes do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, o câmbio operava em baixa, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação.

Os investidores seguem acompanhando o atraso na colheita do milho de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, a qual vem sendo prejudicada pelo elevado volume de chuvas registrado nos últimos dois meses.

Além disso, os agentes de mercado seguem monitorando o progresso do plantio do milho de inverno, que entra em sua fase derradeira. O ritmo atual está abaixo do observado no ano anterior, porém acima da média das últimas cinco safras.

As novas projeções da DATAGRO Grãos indicam uma colheita de 144 milhões de toneladas do cereal na temporada 2025/26, somando as duas safras, volume 1% superior na comparação com o ciclo anterior e um recorde histórico.

No radar, os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã foi o principal destino do milho exportado pelo Brasil em 2025.