O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (30) em viés de alta (0,50 ponto e +0,04%), cotado a US$ cents 1.159,75/bushel. Já o vencimento de julho fechou no viés contrário (0,25 ponto e -0,02%), a US$ cents 1.175,00/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo valorizou 1,57%, enquanto que o farelo perdeu 0,13%.
O suporte ao óleo veio da valorização do petróleo no mercado internacional, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O cenário favorece os biocombustíveis à base de óleo vegetal.
Mercado ajusta posições antes de relatório
Neste pregão, o mercado realizou ajuste nas posições antes da publicação do relatório de projeção de área de plantio para a próxima temporada nos Estados Unidos.
O consenso indica aumento na área de soja nos EUA, com migração de áreas de milho e trigo, diante da alta nos custos de fertilizantes e combustíveis — fatores que afetam a rentabilidade das culturas.
Há expectativa ainda de que a área de trigo de primavera atinja o menor nível desde 1970.
Geopolítica dá suporte, mas demanda limita ganhos
As tensões geopolíticas também estiveram no radar. O presidente Donald Trump afirmou que negociações de paz com o Irã avançam, mas alertou para possíveis ataques a infraestruturas energéticas caso o país não reabra o Estreito de Ormuz.
Apesar do suporte vindo do petróleo, o principal fator de pressão baixista foi a demanda internacional mais fraca.
Segundo o relatório semanal de embarques do USDA, os EUA exportaram 586 mil toneladas de soja na semana encerrada em 26 de março, abaixo do intervalo esperado pelo mercado, que variava entre 600 mil e 1,25 milhão de toneladas.