Milho recua mais de 1% em Chicago nesta 2ª feira

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (30) em forte baixa de 6,25 pontos e 1,35%, cotado a US$ cents 455,75/bushel; o vencimento de julho caiu 6,00 pontos e 1,27%, a US$ cents 467,50/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY avançando 0,25% diante da maior aversão ao risco provocada pelo conflito no Oriente Médio.

O mercado também vendeu posições antes da divulgação do relatório anual de intenção de plantio nos EUA referente à safra 2026/27 e do relatório trimestral de estoques na posição 1º de março. Ambos documentos serão publicados amanhã (31), às 13h, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço do petróleo no mercado internacional e pela demanda internacional aquecida pelo milho norte-americano.

O USDA divulgou mais cedo que as inspeções de milho para exportação somaram 1,79 milhão de toneladas na semana encerrada em 26 de março, volume superior ao registrado na semana anterior e no mesmo período do ano passado. O montante também veio acima das projeções do mercado, que variavam de 1,20 a 1,65 milhão de toneladas.

Além disso, o USDA relatou uma venda individual de 145 mil toneladas do cereal para um destino desconhecido, com entrega no ano comercial 2025/26.

O petróleo se valorizou mais de 2% no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No radar, o avanço dos trabalhos de campo no Brasil e na Argentina, importantes players do mercado global de milho.