Às 9h46 (horário de Brasília) desta segunda-feira (30), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 3,25 pontos e 0,28%, cotado a US$ cents 1.162,50/bushel. O vencimento de julho avançava 3,00 pontos e 0,26%, a US$ cents 1.178,25/bushel.
No último pregão (27), os futuros recuaram 1,24% e 1,20%, a US$ cents 1.159,25/bushel e a US$ cents 1.175,25/bushel, respectivamente.
Em relação aos derivados, o óleo valorizava 1,78%, ainda repercutindo a notícia de que os Estados Unidos devem ampliar o uso de biocombustíveis, conforme os novos padrões divulgados pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) na semana passada. Na contramão, o farelo perdia 0,68%.
Guerra no Oriente Médio impulsiona mercado
Nesta manhã, o avanço das cotações também refletia a escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã.
O presidente norte-americano, Donald Trump, elevou o tom ao sugerir a possibilidade de controlar o petróleo iraniano e mencionar a ilha de Kharg — importante polo de exportação do país. Além disso, cerca de 3.500 soldados norte-americanos foram enviados à região na última semana.
Relatório do USDA no radar
As atenções do mercado também se voltam para a divulgação, na terça-feira (31), do relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
O consenso indica aumento na área de soja nos EUA, com migração de áreas de milho e trigo, diante da alta nos custos de fertilizantes e combustíveis — fatores que afetam a rentabilidade das culturas.
Há expectativa ainda de que a área de trigo de primavera atinja o menor nível desde 1970.
Ainda nesta segunda-feira, o USDA divulgará o relatório semanal de embarques, que deve trazer novos sinais sobre a demanda internacional pela soja norte-americana.