O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (27) em forte baixa de 5,00 pontos e 1,07%, cotado a US$ cents 462,00/bushel, com perda semanal acumulada de 0,75%. O vencimento de julho caiu 4,50 pontos e 0,94%, a US$ cents 473,50/bushel – desvalorização de 0,53% na semana.
Nesta semana, os preços do cereal acompanharam as cotações do petróleo, que chegaram a tombar mais de 10% na segunda-feira (23), mas vieram se recuperando, conforme Estados Unidos e Irã divergiam sobre um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio. O conflito na região já dura um mês.
As oscilações do petróleo exercem influência direta na competitividade do etanol norte-americano, que é produzido à base de milho. Anteriormente nesta semana, a Casa Branca suspendeu as regulamentações federais antipoluição, permitindo que varejistas comercializem gasolina mais barata, incluindo misturas com até 15% de etanol (E15).
Além disso, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos finalizou hoje os novos requisitos de volume do Padrão de Combustível Renovável (RFS) para 2026 e 2027, estabelecendo, segundo o governo, os níveis mais altos da história do programa.
No Brasil, as atenções estão voltadas para a segunda safra, cujo plantio está praticamente concluído. Responsável por cerca de 80% da oferta nacional, a safra de inverno aguarda pelas condições climáticas das próximas semanas, que serão determinantes para seu desenvolvimento. A colheita da primeira safra, por sua vez, segue atrasada no Centro-Sul do país sul-americano.
Somando a primeira e a segunda safra, a DATAGRO Grãos estima em 144 milhões de toneladas a produção brasileira de milho na temporada 2025/26. Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 avança timidamente, com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires projetando uma produção recorde de 57 milhões de tonealadas.
Na próxima terça-feira (31), o USDA divulgará o relatório anual de intenção de plantio nos EUA na safra 2026/27, assim como o relatório trimestral de estoques na posição 1º de março.