A França solicitará à União Europeia a suspensão da aplicação do imposto de carbono sobre fertilizantes, em meio à alta dos custos impulsionada pela guerra no Oriente Médio. O anúncio foi feito pela ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, nesta sexta-feira (27).
Segundo Genevard, o aumento nos preços de combustíveis, gás natural e fertilizantes — provocado pelas interrupções no fornecimento durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã — tem pressionado produtores em todo o mundo, incluindo os da Europa.
“Na segunda-feira, estarei em Bruxelas para pedir oficialmente à Comissão Europeia a suspensão do imposto de carbono sobre fertilizantes, pelo menos durante esta crise”, afirmou a ministra. “Este não é o momento para aumentar os preços dos fertilizantes com o imposto de carbono.”
O tema deve ganhar destaque na próxima reunião dos ministros da Agricultura do bloco, marcada para segunda-feira (30).
A chamada taxa de carbono nas fronteiras, em vigor desde 1º de janeiro, impõe custos sobre emissões de CO₂ em importações de produtos como aço e fertilizantes, com o objetivo de evitar concorrência desleal com a produção europeia.
No entanto, agricultores europeus têm criticado a medida, alegando que ela amplia os custos de produção em um momento já pressionado por fatores externos.
Apesar da pressão francesa, a União Europeia já rejeitou pedidos anteriores de suspensão da taxa sobre fertilizantes.
Além disso, produtores europeus de fertilizantes se posicionam contra a suspensão do imposto, argumentando que a medida é essencial para proteger a indústria local frente a importações mais baratas.