Às 9h46 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava estabilidade com viés de alta (+0,01%), cotado a R$ 72,06/saca, com avanço acumulado de 0,10% na parcial da semana. Por outro lado, o vencimento de julho operava em viés de baixa (-0,06%), a R$ 71,01/sc, mas com valorização semanal de 0,10%.
Na véspera (26), o contrato de maio fechou em estabilidade, a R$ 72,05/sc; já vencimento o de julho recuou 0,28%, a R$ 71,05/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).
Por outro lado, o câmbio anotava estabilidade com viés de baixa, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação.
No Centro-Sul do Brasil, os agentes do mercado seguem monitorando o progresso do plantio do milho de inverno. A semeadura da segunda safra alcançou 94,6% da área projetada, após avançar 5,3 pontos percentuais em uma semana, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (20). Esse ritmo está abaixo do observado em igual período do ano passado (97,3%), porém acima da média das últimas cinco safras (93,8%).
Quanto ao milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 49,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, contra 66,2% no mesmo período do ano passado e 59,0% na média dos últimos cinco anos.
As novas projeções da DATAGRO Grãos indicam uma colheita de 144 milhões de toneladas do cereal na temporada 2025/26, somando as duas safras, volume 1% superior na comparação com o ciclo anterior e um recorde histórico.
No radar, os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã foi o principal destino do milho exportado pelo Brasil em 2025. Além disso, os agentes do mercado acompanham o início colheita do cereal da Argentina.